segunda-feira, 2 de abril de 2012

Beleza, para que te quero?

Objeto de reflexão dos filósofos e de desejo dos humanos comuns, a noção de belo tem gerado discussões importantes também quando o assunto é carreira profissional, onde nunca se conseguiu chegar a um consenso sobre a real relevância do quesito aparência

Você pode até não conhecer o poema "Receita de Mulher", de Vinícius de Moraes. Mas, provavelmente, já ouviu alguém citando seus dois primeiros versos: "as muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". Talvez, se tivesse dito isso hoje – era do politicamente correto – o célebre poeta fosse o Rafinha Bastos da vez. Atualmente, poucas coisas soam tão preconceituosas quanto a utilização do subjetivo atributo físico como critério de seleção em algo que não seja um concurso de miss, uma seleção de modelos ou coisa do tipo.
O problema é que – podem até não dizer nada a você na entrevista de emprego ou estabelecer um ponto no regulamento fazendo menção explícita – mas, na prática, a aparência tem um peso considerável no mercado profissional. E, segundo um estudo norte-americano, ser bonito ou bonita faz diferença.
Em uma pesquisa conduzida pelo economista norte-americano Daniel Hamermesh, autor do livro "Beauty pays" ("A beleza paga", em português), um grupo de avaliadores classificou a beleza do rosto de 2.774 profissionais e concluiu que os trabalhadores americanos colocados entre os 7% mais "feios" ganham até 17% menos do que os 33% considerados mais "bonitos". Considerando apenas a amostragem do público feminino, os números mostram que nos Estados Unidos as "belas" ganham 6,5% mais, enquanto as "feias" perdem 4,3%.

Feio para você, bonito para mim
Definir quem é "bonito" ou "feio" não é uma tarefa difícil para você, nem para o recrutador que prefere os de "melhor aparência". Mas nada garante que sua percepção de beleza será a mesma dele, muito menos a do candidato na hora da seleção. Afinal, o que é belo?
Na concepção platônica, a beleza nada mais é do que pura ideia, a compreensão particular que cada indivíduo é capaz de formular sobre o conceito. Mas na própria Grécia de Platão, onde a noção de belo foi exaustivamente estudada, conceituada e venerada, chegou-se a formular matematicamente uma definição que, através de escalas e algoritmos, determinaria o que é feio e o que é bonito.
Hoje ninguém vai medir o rosto de uma pessoa para ver se suas proporções se encaixam nos modelos determinados pelos números gregos. No entanto, a beleza ganhou padrões, que podem mudar um pouco de região a região e de época em época, mas sempre tendem a reproduzir as características de grupos dominantes: os deuses gregos no mundo antigo, as moças brancas da Europa feudal, os ídolos teen norte-americanos hoje em dia.
Mas, pense bem: será que – independente de ser apenas uma noção individual ou um padrão pré-determinado – a beleza faz mesmo diferença na vida profissional?
Atitudes que valem mais
Para a gerente da Cia. de Talentos e Carreira, Bruna Dias, é importante se vestir e se comportar de acordo com o perfil da empresa onde se trabalha ou pretende trabalhar. E antes dos atributos físicos vem a capacidade de desempenhar seu papel. "O que tem que estar em evidência na hora da entrevista não é a beleza. É a sua competência", destaca Bruna.
Entretanto, Bruna acredita que – embora a aparência não seja um elemento que se sobrepõe às exigências mais importantes do mercado – ela pode ter relevância no primeiro contato com um recrutador, um novo chefe ou uma nova equipe.
Para Rudney Pereira Junior – gerente de projetos do Grupo Foco, empresa especializada em gestão de pessoas – a forma como o profissional se apresenta em um primeiro contato também é importante. "Através do currículo puro, o recrutador não conhece a pessoa, o contato pessoal é muito importante e é essencial que o candidato saiba se apresentar e passar confiança", afirma.
Pereira Junior explica, no entanto, que isso não quer dizer que as pessoas precisam seguir sempre um padrão de como se vestir ou se portar. É difícil, por exemplo, encontrar pessoas com tatuagens pelo corpo atuando no ramo da medicina. Mas no meio da comunicação é comum.
Bruna destaca a mesma coisa: "de maneira geral, alguns cuidados são sempre importantes. Mas o mais importante é o candidato estar de acordo com o perfil da empresa. Normalmente, não é legal ir trabalhar de mini-saia. Mas se for uma loja de surf, qual é problema?".
No caso dos profissionais mais jovens, inclusive, é sempre importante inspirar confiança nos primeiros contatos, destaca Bruna. E, nesse sentido, a aparência tem um papel importante. "Normalmente, se costuma dizer que há preconceito com os profissionais mais velhos. Mas também há com os jovens demais. Por isso, é fundamental transmitir credibilidade", destaca.
A gerente da Cia. de Talentos destaca, no entanto, que é preciso ficar à vontade. Segundo ela, é importante tomar cuidado para não acabar se sentindo "desconfortável, porque isso pode piorar qualquer situação".
Enfim, independente de serem eleitos como feios ou bonitos, bons profissionais sabem que assumir a postura certa diante de cada situação é o que faz a diferença. E, mais que tudo, estar munido de algo que não é necessário nenhum estudo para comprovar sua importância: competência. 
Fonte: www.administradores.com.br

sexta-feira, 30 de março de 2012

Como a liderança deve tratar os profissionais transferidos dentro da mesma empresa?

Para especialistas, o líder deve identificar o potencial do funcionário e não avaliá-lo por conta da posição anterior.

Dentro de uma mesma empresa, as pessoas podem mudar de posições, de cargos e de áreas. Essa troca pode ser muito positiva, com o profissional desempenhando muito melhor o trabalho. Mas, do lado do líder, como receber um profissional transferido?

Com frequência, um profissional que não se adaptou a uma determinada área tenta pleitear uma nova posição, na mesma empresa. O líder que o recebe tem de “encará-lo sem qualquer tipo de preconceito”, diz a consultora em transição de carreira, Telma Guido.

Identifique o potencial
Muitas vezes, os funcionários têm habilidades técnicas, competências e potencial, mas, por não se adaptarem à área em que foram alocados, acabam não tendo um desempenho satisfatório. Em um processo de transição para outro setor, o novo líder tem de tentar identificar esse potencial e, ao trazê-lo para a nova equipe, deve tratá-lo como um novo funcionário.

Ou seja, deve olhar do momento presente para adiante, esquecendo o passado. Se ele se deixa influenciar pelo desempenho anterior, ele pode acabar impedindo que o funcionário mostre um bom trabalho. “Ele vai encostar o funcionário e fazer com que a situação para o funcionário fique ruim novamente”, diz o diretor-geral da empresa de coaching Elevartis, Guilherme Rego.

“Não se deve julgar que ele não atenderá às expectativas da nova área”, concorda Telma. Na prática, se a pessoa já vem com um estigma, o próprio líder incorpora isso e acaba não dando oportunidade para que ele mostre um bom trabalho. Telma lembra que mudar de área é muito comum nas empresas, sobretudo com profissionais mais jovens, que ainda estão no início de suas carreiras.

A função do líder é identificar o potencial do candidato e não se ater ao desempenho passado e ficar julgando. As empresas de grande porte, inclusive, têm interesse em aproveitar as pessoas da própria organização, pois entendem que a questão da adaptação à área e ao setor é muito importante para o desempenho.

Criando um ambiente motivador
O líder também deve tentar entender por que ocorria a desmotivação na área anterior e criar um ambiente em que o profissional se sinta motivado. “Os líderes que conseguem criar uma situação que motive os profissionais são os que terão sucesso”, afirma Guilherme.

Há casos também em que as transferências entre áreas são baseadas em questões políticas. Telma explica que, mesmo nesse caso, não se deve julgar, mas, sim, tentar aproveitar da melhor forma possível o que o candidato tem a oferecer. Muitas empresas têm política forte de retenção de funcionários, preferindo sempre mudar o profissional de área a demiti-lo. O líder, portanto, deve aproveitar essa situação e não destruir a oportunidade do profissional.

Fonte: www.administradores.com.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

Por que você quer trabalhar aqui? Veja como responder tal questão.

Falar que está interessado em melhora salarial não é bem-visto, bem como falar mal da antiga empresa, informam especialistas.

Em uma entrevista de emprego, uma das perguntas que mais incomoda os candidatos é a que se refere aos motivos que a pessoa tem para querer trabalhar na empresa. Falar que está interessado em melhora salarial não é bem-visto, então, o que responder nesta situação?
De acordo com a consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Daniella Correa, ao responder a pergunta, é importante que o candidato cite os objetivos no futuro emprego, lembrando-se de incluir itens como desafio, desenvolvimento profissional e envolvimento.
Além disso, explica, o profissional deve contar os benefícios que pretende trazer e como pode, com seu desempenho, colaborar para que a empresa atinja resultados positivos, deixando claro que ele pretende contribuir efetivamente para o crescimento da organização.
O que as empresas querem saber?
De modo geral, segundo explica o headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Rômulo Machado, ao questionar o candidato sobre os motivos que o levam a querer trabalhar na empresa, o recrutado quer saber, além da motivação, se a pessoa está engajada no projeto e se ela se encaixa com os valores da empresa.

No mais, acrescenta Daniella, as empresas querem saber se o candidato possui as competências desejadas para o cargo pretendido e se possui perfil para trazer os resultados que a companhia espera.
O que não dizer?
Além de não mencionar uma motivação impulsionada exclusivamente pelo desejo de crescimento salarial, os especialistas advertem que falar mal da empresa anterior para justificar o desejo de querer trabalhar na companhia também não é prudente.

Desta forma, o ideal é focar apenas nos pontos positivos e na própria qualificação, que podem contribuir com a empresa.
Por fim, aconselha Rômulo, antes de participar de um processo seletivo, os profissionais devem se informar sobre a empresa, ver qual a missão, valores e concorrentes, pois, segundo ele, a atitude ajuda não só a responder tal pergunta, como faz com que o candidato se sinta mais seguro na hora da entrevista.
Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 1 de março de 2012

Ranking: as 10 companhias mais inovadoras do mundo e do Brasil

A grande novidade foi o inusitado sétimo lugar concedido ao movimento Occupy
O ranking de inovação da revista norte-americana Fast Company divulgado nesta quinta-feira (16) não traz grandes surpresas, pelo menos nos três primeiros lugares. A Apple lidera, o Facebook aparece na segunda posição e o Google vem logo atrás. A grande novidade da lista está na sétima posição, concedida ao movimento Ocupe, que começou em Wall Street e se espalhou pelo mundo, juntamente com os rebeles da Primavera Árabe e os Indignados da Europa.
"Disruptivo. Democrático. Transparente. Know-how tecnológico. Design inteligente. Local e global. Valores definidos. O Occupy é espiritualmente semelhante às empresas inovadoras que elogiamos nesta lista", diz o texto da Fast Company que justifica a inclusão do movimento no ranking.
Entre as empresas brasileiras, a mais bem colocada no ranking mundial foi a Bug Agentes Biológicos (33ª), que utiliza vespas no controle de pragas que atacam plantações dois dos principais produtos agrícolas do país, soja e cana-de-açúcar. A Boo-box (45ª), apostou nas mídias sociais como plataforma de publicidade e hoje domina parte significante do mercado online nacional.
Além da lista geral, que apresenta 50 empresas do mundo todo, a Fast Company elencou companhias por temas e por mercados específicos, que neste ano privilegiou os mercados emergentes, com rankings exclusivos de Brasil, Índia e China.
Veja abaixo as 10 empresas eleitas como mais inovadoras do mundo e do Brasil:




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Trabalho novo? Confira 10 dicas que ajudarão a causar boa impressão aos colegas

O “friozinho na barriga” é comum para quem está iniciando em uma nova empresa. Afinal, é tudo novo: o espaço físico, o jeito da empresa atuar, o chefe e os colegas de trabalho.

Na ansiedade de causar uma boa impressão com os outros integrantes da equipe, o profissional pode agir de maneira inadequada e não ser bem visto logo na chegada. Pensando nisso, a consultoria americana CareerBliss elaborou dicas que podem ajudar.

10 dicas
Confira abaixo dez dicas que podem ajudar no emprego novo:

Seja pontual: chegar atrasado e ficar passeando pelo escritório, sem saber o que fazer, causa impressão de que você se acha o dono da empresa. Procure chegar no horário e se informe das atividades. Quanto antes chegar, mais tempo você terá para conhecer as instalações da empresa e os colegas.

Escreva o nome dos colegas: nesta situação, é comum que as pessoas saibam o seu nome, mas você pode não lembrar do nome de quem senta ao lado. Uma dica é escrever alguma característica de quem for apresentado que possa ajudar a recordar. Mas cuidado com as anotações: elas não podem ser ofensivas.

Cuidado com as roupas: se a maneira de se vestir não foi tratada durante o processo de contratação com o departamento de RH (Recursos Humanos), não se desespere. Vá trabalhar como você fosse a uma entrevista de emprego, ou seja, use roupas formais. Ao começar a trabalhar, perceba como os outros estão vestidos. Esta é uma excelente tática.


Evite classificar os colegas: é natural do ser humano que, ao socializar, classifique as outras pessoas, já que algumas transmitem simpatia logo de cara, enquanto outras podem causar uma má impressão. Não julgue as pessoas de imediato. Procure conhecê-las, para depois tirar suas conclusões.
Seja modesto: pessoas que se gabam mais do que as outras são mal vistas. Contar vantagens sobre a carreira termina assim que você sai da entrevista de emprego. Procure impressionar os seus colegas trabalhando e não contando vantagem.
Sorria: ao sorrir, o profissional demonstra confiança e simpatia. Além disso, ao sorrir, é disfarçar o nervosismo ou desconforto dos primeiros dias de trabalho.
Não faça fofoca: você acabou de conhecer estas pessoas, por isso, mantenha conversar leves e casuais. Se o colega quiser contar algo sobre alguém, seja discreto e tente mudar de assunto o quanto antes.
Esteja atento: como funcionário novo, a sua obrigação é ficar atento o máximo possível para entender como é a cultura da empresa. Em algumas empresas, o profissional pode ter o costume de ouvir música ou trocar mensagens instâneas. Antes de fazer qualquer coisa que cause dúvida, observe ao redor.
Faça perguntas importantes: não há problema em perguntar sobre o que causar dúvidas, já que os sistemas e os processos são desconhecidos. Mas não abuse: é possível descobrir sozinho algumas atividades, sem incomodar o outro.
Seja sincero: mostre interesse verdadeiro em alguém ou no que está sendo explicado. Mas evite elogios em excesso, pois isso mostra falsidade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Posso deixar pra amanhã?

"Muito do stress que as pessoas sentem não vem de terem coisas demais para fazer. Ele vem de não terminarem o que começaram” (David Allen)

Por Roberto Recinella

Você sabe o que é procrastinação? Para não correr o risco de você procrastinar a leitura deste artigo, já vou lhe explicar.

Esse é um problema que todos nós enfrentamos quando adultos (e mesmo quando crianças). Devemos reservar algum tempo para simplesmente não fazer nada, mas quando há algo para fazer, que realmente deve ser feito, como podemos deixar a preguiça de lado e não "deixar para amanhã?" Quais as razões por trás da procrastinação e como lidar com elas?

A questão é como resistir à tentação de deixar tarefas para depois num mundo no qual a educação familiar e até as empresas menosprezam a pontualidade.

A procrastinação é uma disposição comportamental que leva a adiar e a evitar determinadas tarefas ou certas decisões. Este comportamento de fuga é causado pela existência de outras atividades mais agradáveis e que assumem, aparentemente, maior relevância naquele momento.


O que é que vem primeiro: motivação ou ação?

A maioria das pessoas responderá motivação. É a resposta típica dos procrastinadores. Mas não é a resposta correta. Os procrastinadores dizem: "Não tenho vontade agora. Faço quando tiver". E esse momento parece não chegar nunca, simplesmente porque estas tarefas são aborrecidas e desagradáveis.

A ordem dos acontecimentos é mais ou menos assim: ação gera motivação que gera mais ação, gerando uma espiral de acontecimentos. Existe a necessidade de quebrar a inércia, por isso a importância da ação, esta que gera movimento e assim a atividade começa a ser feitas. O inicio é o mais difícil. Observe quando alguém inicia um programa de exercícios. Os primeiros minutos são frustrantes, mas quando o corpo aquece parece que o tempo voa.

A procrastinação é basicamente um conflito entre o "dever" e o "querer", em que o procrastinador faz aquilo que "quer" fazer, em vez do que "deveria" fazer, mesmo sabendo que poderá ter conseqüências negativas.

"Às vezes, o indivíduo apresenta um quadro sério de estresse, sente-se ansioso, o que pode gerar dores de cabeça, aumento na pressão arterial e problemas de estômago", diz a consultora norte-americana Rita Emmett, que dá palestras sobre procrastinação.

Psicólogos podem citar inúmeras razões porque as pessoas procrastinam, mas a razão nº 1 é o medo de fracassar. Nós adiamos muitas coisas porque nós temos medo de não fazê-las corretamente.

Perfeição é outra palavra dos procrastinadores, lembre-se antes do ótimo vem o bom. Não estou estimulando ninguém a fazer nada mal feito, o que estou tentando lhe dizer é que almejando o perfeito, você acaba não fazendo nada. Conheço escritores que estão há mais de vinte anos escrevendo um livro e nunca terminam, pois sempre acham que podem melhorar.

Douglas Adams fez tudo que podia para evitar o trabalho penoso de se afundar em sua escrivaninha e redigir o romance "The Salmon of Doubt" ("O Salmão da Dúvida"). O peculiar autor britânico colocou-se de molho, por horas, em uma banheira. Vagabundeou. E imaginou desculpas fantásticas para seu irritado editor. Quando morreu, em 2001, Adams tinha dedicado uma década ao livro sem nem sequer ter completado um rascunho. Com clássicos como "O Guia do Mochileiro das Galáxias" no currículo, o escritor tornou-se um símbolo dos procrastinadores (ou enroladores, preguiçosos). "Amo prazos", disse certa vez. "Gosto do som que eles fazem quando saem voando".

Por volta de 1770, Philip Dormer Stanhope político e escritor inglês conhecido como 4o Conde de Chesterfield decidiu escrever para seu filho uma série de cartas transmitindo conselhos de vida que ele considerava importantes. Dentre os conselhos havia o famoso e conhecido "Nunca deixes para amanhã o que podes fazer hoje".

Mas infelizmente nesta questão todos temos uma inclinação natural a seguir o conselho de Mark Twain famoso escritor, humorista e romancista americano "Nunca deixe para amanhã o que você pode deixar para depois de amanhã".

Deixar para depois não é sinal de preguiça ou a irresponsabilidade. Aquele que procrastina prioriza coisas menos importantes ás mais importantes, enfim ele coloca diversas tarefas menores na frente fazendo a pessoa viver a ilusão de que, adiando, tudo será solucionado como num passe de mágica.

Lembre-se de quando você era pequeno. Como a maioria das crianças nessa idade você não gostava de verduras e quando era obrigado a comê-las, deixava para o final, na esperança, de que alguma coisa acontecesse que a impedisse de ter de completar a tarefa. Algo semelhante acontece com as pessoas depois de adultas.

O grande problema com a procrastinação é que ela se auto-alimenta, de uma forma geral, quanto mais adiamos algo, mais resistentes ficamos a iniciar a tarefa em questão.

Há um outro fator muito interessante a ser observado na procrastinação. A consciência da própria mortalidade é que faz as pessoas postergarem alguma atividade, seja ela interessante ou desagradável. Se elas têm a chance de adiar alguma escolha, fazem-no porque têm a sensação de estar garantindo o dia de amanhã. É uma forma de se iludir, de tentar se tornar imortal.

Seja o que você esteja fazendo agora, você estará deixando de fazer outra coisa. Por exemplo, se você está lendo este livro com certeza abdicou de assistir um filme, jogar bola ou mesmo terminar aquele relatório que já está atrasado. Então, a questão não é como evitar a procrastinação, mas como procrastinar bem.

Para isso existe o planejamento de prioridades, separando as atividades que "precisa" ser realizadas daquilo que você "gosta" de fazer. O ideal seria que as listas fossem iguais, mas isso não acontece na vida real. Não conheço ninguém que goste de ir ao banco enfrentar filas e ser mal tratado ou de fazer dieta. Mas são atividades que não podem ser delegadas e têm que ser feitas somente por você. A não ser que desenvolvam uma tecnologia onde as pessoas possam fazer dieta, ir ao dentista ou participar daquela avaliação de desempenho anual por você. Se por acaso desenvolverem, por favor, me avisem.

Mas enquanto isso não acontece, você tem que assumir suas responsabilidades e cumprir as atividades da sua lista.

Há três variáveis de procrastinação, dependendo do que você faz ao invés de trabalhar em algo: você pode não fazer nada e ficar enrolando; pode fazer algo de menor importância ou realmente fazer algo importante. Eu acredito que este último seja o tipo de boa procrastinação.

A exemplo daquele "analista de sistemas" que se esquece de pagar as contas, de se barbear, de comer direito, de sair de casa enquanto desenvolve um novo software. Sua mente se desliga deste mundo porque está trabalhando duro em outro.

"As pessoas têm uma competição interna entre satisfazer o seu 'eu' do presente e o seu 'eu' do futuro", diz John Kammeyer-Mueller, especialista em gerenciamento do tempo da Universidade da Flórida (EUA).

Estamos vivenciando uma das maiores transformações na história da humanidade. Expostos a mudanças cada vez mais rápidas, profundas e determinantes de um novo modelo de gestão. Concluímos que viver hoje é um desafio de flexibilidade e capacidade de adaptação.

Se já é difícil fazendo a coisa certa imagine postergando a sua evolução.

Pare de fazer gol contra, organize-se para aproveitar melhor suas competências, descarte o que não é necessário e se concentre naquilo que realmente faz a diferença.

www.administradores.com.br